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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

[Curiosidades] Fernando Botero

[Curiosidades] Fernando Botero:
Aos olhos de certos críticos, as figuras voluptuosas de Fernando Botero são uma categoria de objetos vulgares, baratos, de mau gosto, sentimentais, que copiam referências da cultura erudita sem critério e sem atingirem o nível de qualidade de seus modelos, e que se destinam ao consumo de massa.

Talvez as formas carnudas, sensuais e as vezes angelicais dessas imagens contrariem a moda de uma época em que a cultura ocidental valoriza a gordura zero, ou talvez o tratamento irônico que o Botero dá a ícones culturais, como em "Monalisa aos 12 anos (1959)", sugira que o artista não tinha outra intenção além de fazer uma piada. E disso, pode-se tirar várias interpretações. A jubilosa celebração que o Botero faz do corpo humano está impregnada de críticas sociais. Por vezes as proporções exageradas são instrumentos para satirizar uma instituição qualquer; outras vezes, nas obras mais sóbrias, o uso de pessoas gordas dá eco ainda maior à mensagem pretendida.

Monalisa aos 12 anos (1959, MoMa, New York)

Natural da Colômbia, Botero frequentemente retrata os resultados da injustiça social e o sofrimento de seu povo sob os horrores da guerrilha. "Mãe e Filho, (2000)" faz referências às tradicionais representações de Nossa Senhora, mas com um par de esqueletos; e peças como "Morte na Catedral, (2002)" lembram Goya, George Grosz e Picasso na alusão que fazem à destruição da guerra.

Mãe e Filho (à esquerda) e Massacre na Catedral (à direita)
O compromisso de Botero com as denúncias sociais parece ter crescido com o tempo. Em 2005, ele produziu uma série inspirada nas fotografias do abuso imposto aos detentos na prisão iraquiana de Abu Ghraib em 2003. Nas 45 pinturas e desenhos dessa série, as figuras solenes, nuas e rechonchudas apresentam olhos vendados, cabeças encapuzadas e rostos contorcidos de dor; em alguns casos, estão agachadas, prestes a serem espancadas: arremedos de Cristo na cruz. A preponderância da gordura nessas obras torna a agonia e a humilhação dos prisioneiros ainda mais reais e chocantes.


A equipe do Café de Fita na última terça feira, teve a oportunidade de conhecer algumas obras do autor mais de perto. Foi inaugurada uma exposição do Artista Fernando Botero, intitulada "Dores da Colômbia" no Instituto Ricardo Brennand (Alameda Antônio Brennand, s/n - Várzea - Recife / PE Cep. 50741-904). A exposição é formada por seis aquarelas, trinta e seis desenhos e vinte e cinco óleos. O conjunto se integra ao programa de exposições itinerantes do Museu Nacional da Colômbia, com a finalidade de que outros museus e públicos possam entender o drama colombiano dos últimos anos e também a violência de uma maneira mais ampla.

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