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sábado, 16 de agosto de 2008

Dorival Caymmi e a MPB de luto

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Presto aqui uma singela homenagem a este homem fabuloso, dono da voz que encantou as noites e dias com gosto de Bahia de várias gerações. Dorival Caymmi, deixa de luto a Música Brasileira!


Dora, a rainha do frevo e do maracatu, está órfã. Adalgisa, Marina, Rosa Morena e João Valentão também. Marancagalha está triste e os coqueiros de Itapuã nunca estiveram tão saudosos. Morreu Dorival Caymmi. Morreu não. Encantou-se, como diria Guimarães Rosa.

Caymmi nos deixou na manhã de sábado, 16 de agosto. Diacho de mês para gostar de levar nossas jóias raras. Foi no mês de agosto que também foi embora, tocar sua sanfona lá no céu, o velho Luiz “Lua” Gonzaga, o Rei do Baião que, assim como o compositor baiano nascido há noventa e quatro anos também era único em seu talento e forma de fazer música e de cantar.

Caymmi e Gonzagão são insubstituíveis, como Noel Rosa, Herivelto Martins, Cartola, Nelson Cavaquinho, Wilson Batista, Assis Valente, Ary Barroso, Lamartine Babo, Ataulfo Alves e tantos outros que agora ganharam um novo companheiro – Dorival Caymmi que reencontra outros velhos amigos – Caribé, Jorge Amado, Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Benção. Saravá.

Nascido em Salvador, em 30 de abril de 1914, Dorival Caymmi, filho do casal Durval Henrique e Aurelina Cândida, começou a compor ainda na adolescência. Aos 20 anos cantava na rádio Clube da Bahia. Quando completou 22, venceu um concurso de músicas para o carnaval, com a canção cheia de malícia "A Bahia também dá". Como prêmio, levou para casa um abajur de cetim cor-de-rosa. No final dos anos 30 se mudou para o Rio de Janeiro, mas sempre retratou a Bahia em sua obra. A primeira composição foi a toada No sertão, de 1930.



(*) Este é um artigo de Humberto Oliveira, publicado no site "Rondonia ao vivo". Leia a íntegra, em link aberto, aqui.

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